Poderia ter sido a coisa mais simples do mundo. Afinal, já li vários posts/mensagens falando sobre como foi simples fazer o documento em posto de saúde em Brasília. A única precaução seria levar uma cópia do documento Immunization Records – Applicants under 16 years of age caso o profissional cometesse algum erro na transcrição das vacinas traduzidas.
Eu tinha duas coisas para fazer hoje em Floripa: 1) Fazer o documento de imunização traduzido do Gui. 2) Fazer uma pesquisa sobre como eu poderia RE-fazer minha carteira de vacinação – eu não tenho idéia de onde ela foi parar. No final da história acabou sendo mais fácil refazer minha carteira de vacina. Todos os meus dados anotados manualmente nas datas em que fiz as vacina tinha tinham sido passados para um sistema informatizado (pura sorte, pois muita informação era do ano me que fiz minhas vacinas para fazer o sanduiche em Boston – 2000, que ainda não foram migrados para o sistema de sa;ude de Floripa).
Bom, sobre a tradução da vacinas do Gui. Fui conversar com o pessoal da Policlínica (antigamente era o posto de saúde onde fiz minhas vacinas) por indicação de umas pessoas. A pessoa com quem falei na Secretaria de Saúde e a que me recebeu para encaminhamento na Policlínica foi muito gentil e solícita. A coisa ficou complicada qdo a pessoa que eu espera resolver o documento traduzido começou a encontrar uma série de empecilhos, Sobretudo o problema “ético” que até agora não entendi porque. Afinal, o que eu precisa era a assinatura de um profissional de saúde qualificado num documento em que as vacinas apareceriam traduzidas. Este profissional de saúde não precisa ser um médico com CRM, bastaria ser enfermeiro. E quem melhor do que alguém (profissional de saúde) que aplica vacinas? Mas isso tudo era diferente de tudo o que o posto de saúde já tinha feito. Isto impediu que as enfermeiras cogitassem a hipótese de tranferir as tradução para o documetno oficial e assiná-lo!
Eram duas atendentes. Uma delas me pareceu muito resistente a ajudar desde o começo. E, de fato, só piorou ao longo da conversa. A outra meio que entrou na conversa, mas me pareceu que teria entendido o problema e teria ajudado, se não houvesse a falta de vontade da primeira. Elas desconheciam qualquer procedimento semelhante, não havia instrução ou regulamentação da ANVISA (até pra lá ligaram e “confirmaram” algo que nem elas nem conseguiram explicar, o que resultaou na negação e impossibilidade de proceder com o meu pedido por recomendação da Anvisa). O argumento “falta de ética” se confundia com “o governo federal não prevê isso, não solicita, não exige; então não podemos fazer isso“. E ainda: “Os ‘americanos’ pedem essas coisas para a gente achando que mandam na gente…. ” (mesmo depois de explicar que o documento tratava de uma solicitação do Canadá para um processo de imigração). Ou ainda: “Para que eles querem isso??” Ai! Um ótima oportunidade para praticar a paciência! Minha interpretação é de que elas estavam com medo de entender melhor o problema e de assinar um documento – que não queriam entender. Talvez para não se responsabilizarem por algo ‘desconhecido’ (pq não queriam conhecer). Talvez por não saberem a tradução das vacinas para o inglês…. e uma “dosesinha” de má vontade, claro.
No Final o rapaz que me acompanhava, muito solícito, me levou até a Anvisa para tentar resolver o meu probs e para, também, entender melhor como isso poderia ser resolvido – para saber como proceder numa próxima oportunidade. Na Anvisa não obtive ajuda nenhuma, também. O que acabei fazendo foi a única coisa que a Anvisa poderia fazer (a única coisa formal e rotineira, claro! Nada fora dos padrões). Fazer nossas carterinhas internacionais de vacinação (minha e do Gui) para a única vacina que eles podem fazer: Febre amarela. No mais, o encaminhamento foi: “Pague um pediatra. Nós não podemos fazer isso!” Leia-se por “ISSO” = certificar a tradução de vacinas já realizadas no meu filho. A Anvisa não pode fazer isso? Qual a razão? O órgão federal, mesmo sabendo que isso serviria para preservar a saúde do meu filho num processo de imigração e integração numa nova sociedade, não poderia dar um visto, um ok, uma assinatura, em um documento simples que comprava que a criança tomou suas vacinas em dia? A Anvisa? Eles não teriam nem a dificuldade de traduzir. Eu levei tudo traduzido. Seria apenas confirmar – imagino que neste órgão encontram-se pessoas qualificadas e com conhecimento suficiente para reconhecer as traduções. E, como acredito que alguém na Anvisa teria conhecimento suficiente para conferir as traduções, … não sei…. Tô indignada até agora!
RESULTADO: Me vendo num mato sem cachorro lembrei de um primo do Rodolfo médico, que por acaso fez especialização no Canadá, que talvez pudesse conferir as traduções e assinar o documento. Já ligamos para ele e ele concordou. Afinal, por que pediatra? Seria o mais simples, é claro. Se eu estivesse em BSB procuraria, mesmo, a pediatra do Gui. Ou procuraria o posto de saúde conforme foi sugerido nas listas, e que funcionou. Afinal o documento nem fala em CRM, fala que é responsabilidade minha buscar o preenchimento desta ficha e tê-la assinada por qualquer profissional qualificado de saúde. Mas porque um órgão público não poderia ajudar? Aceito discutir, ainda, a questão ética que envolve isso – se alguém me convecer.
Amanhã (daqui a pouco) vou no meu Reumatologista (Dr Ivânio). Acho até que vou levar este documento para ver se ele mesmo já deixa isso pronto….Qqto mais cedo resolver mais tempo terei par as outras encrencas que encontraremos até embarcarmos!
Que confusão! Mais um motivo para a lista
(O documento foi traduzido na hora pelo meu reumatologista que foi muito solícito. Nem usou minha tradução
Escrito por IrlaRebelo 
