A minha ainda não está na mão… mas está a caminho! Yupiiii!
Rodolfo foi o primeiro a passar na prova prática. Em seguida, uma semana depois, foi eu. Mas antes mesmo de eu fazer minha prova teórica o Rodolfo fez a prova prática dele e passou – foi tudo muito rápido. No mesmo dia da prova teórica ele conseguiu marcar sua prova prática para uma semana depois. Cancelamentos permitem que esta espera não seja tão longa. Eu não tive a mesma sorte. Logo depois da minha prova teórica esperei ser chamada no guichet para receber meus papéis de volta e o número da minha carteira de motorista, mas não havia vaga alguma. Eu teria que ir para a casa e tentar ligar diariamente para verificar um cancelamento. Ele ainda comentou: “Duas pessoas antes de você conseguiram pegar vagas abertas por cancelamentos.” Tudo bem, eu pensei.
Fui para casa e tentei fazer o rendezvous pela internet e por telefone. Pela internet, curiosamente, não conseguia. Mesmo dando o número correto do telefone e da minha carteira
Por telefone só se pode fazer em horário de atendimento, mesmo que escolha o atendimento automático. No final cai num atendente para confirmar se a região citado pelo atendimento automático de fato possui vaga. Consegui fazer a reserva num dia em que já tinha tentado e não tinha conseguido. Isso depois de uma amiga (Juliana, que acabara de passar no teste teórico) comentou que tinha marcado sua prova e tinha vaga para a mesma semana. Minha prova foi dia 9 de abril.
A prova teórica foi simples. É só estudar as 2 apostilas e fazer algumas vezes as provas online (test en ligne). Eu fiz 3 vezes. Na última eu gabaritei. O teste é aplicado em computador de museu, com um sw de museu. Eca! As imagens demoram para carregar e não tem teclado, apenas 4 botões que representam cada uma das 4 alternativas de respostas. SIM…. são quatro alternativas, diferente do teste online que são 3. Apareceram umas perguntinhas meio diferentes do que aquilo que tinha estudados…. sobre o alcool ser absorvido pelos rins (errei esta), como saber se deve parar ou diminuir a velocidade num trecho em obra qdo uma pessoa usa uma bandeirinha. Ah. Tem muita questão sonbre os pontos cegos de carro e de caminhões.
A prova prática foi tranquila também. O avaliador era um homem. Não demonstrou simpatia, mas não foi rude ou grosso em momento algum. Pediu que eu levasse uma placa que seria colocada em cima do carro durante a prova e me ajudou a colocar no carro. Testou luzes e freios antes de iniciarmos. Pediu para eu dar ré e voltar para a vaga. E só então explicou como seria a avaliação. “Vou verificar se você conhece e respeita os sinais, se conduz apropriadamente, se sabe usar os pontos cegos – Você sabe o que são pontos cegos, não sabe? Vou avisar quendo deve dobrar, por onde deve ir, mas não falarei mais nada. Não tem pegadinha. E eu não estou de mau humor.” Resumidamente foi isso que ele falou. Perguntou se eu tinha mais alguma pergunta. Eu perguntei sobre eu estar nervosa e ele falou que eu não era a primeira e nem seria a última. Como eu mencionei antes: ele não foi simpático, mas tbm não foi rude. Curiosamente eu estava menos nervosa do que eu imaginava que estaria. Fiquei mais nervosa enquanto aguardava ser chamada. E a espeeeeeera é loooooonga!
O percurso foi basicamente o mesmo que o Rodolfo fez. Parque, escola, zona residencial. Na saída, embora eu achasse que estava fazendo certo, ele voltou a me alertar sobre os pontos cegos. Aí o nervosismo que eu estava meio que dissipou e eu pensei… Ok. Vou relaxar. Deixarei acontecer. E acho que foi melhor assim.
Fiz tudo certo como faço normalmente quando dirijo. Setas, paradas, espelhos, escolha dos lados certos da pista ao virar esquinas. Eu também tenho costume de verificar os pontos cegos…. mesmo no Brasil sempre fazia isso por garantia
Hehe. Mas….. a minha viradinha de cabeça não era suficiente. Tinha que virar o corpo mesmo. Arght! E foi esta a única anotação que ele fez durante o percurso. Na entrada de uma avenida eu não olhei para o ooooouuuuuutro lado da avenida para ver se não vinha um pedestre. Humpf!
No final do percurso, de volta ao estacionamento, ele pediu para eu estacionar paralelo. Eu estaciono bem, mas na prova foi ainda mais mumu. Os carros posicionados no estacionamento estavam looooonge um do outro e foi numa ré só que eu estacionei. Seta para entrar, braço por cima do banco do passageiro (pode tirar o cinto se quiser – eu não tirei), ré, olha para trás, para frente, estaciona, freio de mão puxado, ok! Então ele falou que eu poderia sair. Seta, solta o freio e simbora.
Pediu para estacionar numa vaga especial. Desliguei o carro e ele começou a falar dos pontos cegos. Foi quando eu pensei… ai! Será que só por isso eu reprovei. Mas não fiquei completamente descrente, não. E fiquei calma. Ele começou a desenhar o porque da importância do ponto cego (pedestre de um lado, carro do outro, bicicleta de outro…..) E terminou dizendo que eu dirigia bem, que eu deveria ficar mais atenta com os pontos cegos MAS QUE EU TINHA PASSADO!
E foi assim! Massa! Em 10 dias terei minha carteira de motorista canadense que deverá ser paga anualmente na data do meu aniversário. Yupi! Nem doeu